14/05/2015, 17:33
(14/05/2015, 05:34)Felipe-FCF Escreveu: É isso mesmo Sidnei, nem a Podium escapa, embora tenha 2% a menos de etanol do que a aditivada comum.
O etanol não deve ser usado direto, pois deixa uma "borra" que é a reação do etanol com o alumínio do motor. Então, depois de alguns tanques de etanol, coloque um tanque de gasolina ou devo dizer gasonol aditivada.
Bom se a população brigasse para retirar o etanol, pelo menos das gasolinas mais caras...
O etanol é adicionado à gasolina para aumentar sua octanagem, e o Brasil foi um dos pioneiros na substituição do chumbo como antidetonante, o que é digno de nota.
O grande problema é que você paga por um combustível e leva outro. Nossa péssima gasolina precisa de muito etanol para ter a mesma octanagem da comum. Já a Podium, que é "premium" como qualquer gasolina premium no mundo afora, ao receber etanol vira a gasolina de maior octanagem do planeta.
O ideal, nos carros flex, é exatamente poder trocar os combustíveis de vez em quando. Estranho que ainda não desenvolveram um tipo de aditivo para o etanol. Nos meus tempos de Monza, eu utilizava um aditivo da bardhal, 1 frasquinho para cada tanque. E não sei precisar o motivo, mas o carro rendia 1 km/l a mais com o aditivo do que sem, e na época valia a pena.
De fato, nunca atentei para o fato, mas a explicação deve ser esta mesma: na verdade, a gasolina tem quase 50% mais poder calorífico que o álcool, mas a conta é pensando não na nossa gasolina, e sim nela pura. Como 25% (para pegar a média histórica) é álcool, o poder calorífico de fato seria algo como
1 * 0,75 + 0,7 * 0,25 = 0,925
Ou seja, esta gasolina, em relação ao etanol puro, já teria um desempenho de 75%. O melhor desempenho do álcool (deixando o motor mais "disposto") poderia explicar o restante da diferença, especialmente em motoristas com o pé um pocuo mais pesado, como é o meu caso.

