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[reportagem] Versão 1.8 não consegue ampliar vendas do Cobalt
02/05/2013, 16:52
Resposta: #1
[reportagem] Versão 1.8 não consegue ampliar vendas do Cobalt
Versão 1.8 não consegue ampliar vendas do sedã

Notícia publicada na edição de 02/05/2013 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 007 do caderno Motor - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

A matemática é simples. O mercado nacional está praticamente estagnado em 2013 e a concorrência cresceu. Logo, de uma maneira geral, os carros que já estavam na briga passaram a dividir o "bolo" com os novatos. Foi mais ou menos o que o Chevrolet Cobalt enfrentou nos últimos meses. O espaçoso sedã saiu da média mensal de 5.500 unidades, conseguida no ano passado, para um número mais modesto de 4.300 emplacamentos por mês neste primeiro trimestre de 2013. Retração de 22% que fez o sedã cair do 12º lugar no ranking brasileiro para 16º.

As perdas do Cobalt poderiam ser bem piores. É que em agosto do ano passado, a Chevrolet incrementou a linha do sedã com uma versão 1.8. A ideia na época, bem otimista, era aumentar em exatamente 20% as vendas do modelo. A nova versão foi até bem-sucedida e logo dividiu o mix de produção com a versão mais simples tem agora exatos 50,8%. Só que o total de vendas praticamente não subiu apenas acompanhou o crescimento no segundo semestre. Ou seja: a nova versão de certa forma impediu que a queda do Cobalt no mercado fosse ainda maior.

Isso porque desde que foi lançado, outros modelos com o mesmo perfil foram apareceram, como o fortíssimo Fiat Grand Siena que, inclusive, deu à Fiat a liderança entre os sedãs. Além dele, já estava no mercado o Nissan Versa, que também é um sedã de entre-eixos alongado e com motorização mais forte que o 1.4 Econoflex da GM. Além deles, as chegadas de Hyundai HB20S e do próprio Chevrolet Prisma acirraram a competição entre os sedãs compactos espaçosos na faixa dos R$ 45 mil.

Para dar este incremento ao Cobalt, a Chevrolet foi atrás do motor introduzido na Spin alguns meses antes. Se trata do mesmo 1.8 mostrado no antigo Corsa, só que retrabalhado para melhorar o torque algo desejável para modelos mais "encorpados". Tanto é que a diferença de potência entre o 1.4 e o novo 1.8 é praticamente nula: 102 para 108 cv. Já o torque sobe 30% e atinge 17,1 kgfm a 3.200 rpm. A Chevrolet ainda garante que 90% desta força aparece aos 2.500 giros. Para gerenciar o propulsor, o três volumes traz um câmbio manual de cinco marchas ou um automático de seis. Este último, por sinal, não estava nos planos iniciais da marca, mas apareceu por apelo do público.

O Cobalt 1.8 pode vir nas versões LT e LTZ. Por R$ 44.390, a mais barata já traz itens básicos como ar, direção hidráulica, airbag duplo, ABS, vidros e travas elétricas. A mais equipada ainda agrega rodas de liga leve, rádio/CD/MP3/Bluetooth, computador de bordo e vidros elétricos por R$ 48.090.

Pacato cidadão

O tempo passa, mas o visual do Cobalt ainda não convence. É verdade que a dianteira pouco inspirada ficou mais familiar, mas a presença do Prisma, um sedã bem melhor resolvido, definitivamente não ajuda o Cobalt a ganhar fãs. A dúvida que a estética levanta, a experiência direta com os modelos derruba. E pesa, em muitos momentos, a favor do modelo maior.

O interior do Cobalt é extremamente espaçoso a ponto de ser mais amplo até do que de sedãs médios. Cinco adultos viajam sem grandes sacrifícios. A posição do motorista também é bem confortável. Os bancos têm apoios laterais e a espuma tem densidade suficiente para segurar o corpo. Na prática, significa que dá para ficar bastante tempo ao volante sem reclamar mais um grande apelo a taxistas, que respondem por 10% das compras do modelo.

O conforto embarcado do Cobalt aparece mais uma vez ao botar o sedã em movimento. A adição do motor 1.8 é bem-vinda, mas não amplia drasticamente a disposição do modelo. Certamente ele é um carro mais esperto e ligeiro no trânsito urbano, fruto do torque 30% maior que na versão 1.4. Entretanto, a melhor maneira de conduzi-lo é com calma e parcimônia. Isso até apesar do instigante câmbio manual com engates precisos e justos. O desempenho comportado torna a escolha da Chevrolet em usar um painel de instrumentos inspirado em motos superesportivas no mínimo curiosa. É, definitivamente, uma relação que passa longe da proposta do sedã.

O rodar só comprova isso. O isolamento acústico, por exemplo, é acima da média. É possível atingir giros altos sem perceber, tamanho o silêncio na cabine. A suspensão é macia e faz com competência o trabalho de absorver a buraqueira das cidades brasileiras. A escolha do acerto mais "molenga" gera a óbvia consequência de uma menor capacidade dinâmica. A carroceria rola sem grandes cerimônias nas curvas. Mesmo assim, a impressão geral é que o Cobalt mantém a segurança nas trocas de direção, com uma direção relativamente precisa.

Ficha Técnica

Chevrolet Cobalt 1.8 LTZ

Motor: Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.796 cm3, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.
Transmissão: Câmbio manual de cinco velocidades à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não possui controle de tração.
Potência máxima: 108 cv e 106 cv a 5.400 rpm com etanol e gasolina.
Torque máximo: 17,1 kgfm e 16,4 kgfm a 3.200 rpm com etanol e gasolina.
Diâmetro e curso: 80,5 mm X 88,2 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.
Suspensão: Dianteira do tipo McPherson, com braço de controle ligado a haste tensora, com molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora. Traseira semi-independente, com eixo de torção, barra estabilizadora soldada no eixo, molas helicoidais e amortecedores pressurizados.
Pneus: 195/65 R15.
Freios: Dianteiros a disco ventilados e traseiros a tambor.
Carroceria: Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,47 m de comprimento, 1,73 m de largura, 1,51 m de altura e 2,62 m de entre-eixos.
Peso: 1.137 kg.
Capacidade do porta-malas: 563 litros.
Tanque de combustível: 54 litros.
Produção: São Caetano do Sul, São Paulo.
Lançamento: Novembro de 2011.
Lançamento da versão: Agosto de 2012
Itens de série: Ar-condicionado, direção hidráulica, rodas de aço de 15 polegadas, chave canivete, banco do motorista e encostos de cabeça reguláveis em altura, airbag duplo frontal, ABS com EBD, grade dianteira cromada, coluna de direção com regulagem de altura, rodas de liga leve, faróis de neblina, barra cromada na traseira, rádio/CD/MP3/Bluetooth, computador de bordo e trio elétrico.
Preço: R$ 48.090.

O Chevrolet Cobalt ponto a ponto

Desempenho - O motor 1.8 é uma adição saudável para o Cobalt. Nem tanto pela potência, mas principalmente pelo torque mais robusto que o disponível no 1.4. A força máxima aparece em giros médios, o que ajuda o sedã a ficar mais ágil no trânsito urbano. Nada que inspire esportividade, mas dá uma sensação de maior sobra. O câmbio manual de cinco marchas tem alavanca e curso curto e faz um bom conjunto com o propulsor.

Estabilidade - O Cobalt não é projetado para ser um sedã com excelente comportamento dinâmico. Ao contrário, é um carro que foca no conforto. Por isso, o acerto de suspensão é macio e permite adernagens da carroceria. Mesmo assim, aderência e segurança são constantes. O mesmo pode-se dizer do desempenho do modelo em altas velocidades, sempre preciso.

Consumo - A Chevrolet não disponibilizou nenhum modelo para testes do InMetro. O computador de bordo acusou uma média de 7,7 km/l de etanol em trajeto misto.

Tecnologia - Mesmo com um recente "banho de loja", o antigo motor 1.8 Econo.Flex destoa do resto. A plataforma é bem recente, inaugurada em 2011 no Sonic e fornece ótimo conforto e espaço interno. A lista de equipamentos traz apenas o esperado em um carro desta categoria e preço.

Conforto - É o grande destaque do sedã da Chevrolet. Para começar, o tamanho da cabine é realmente notável. Cinco adultos viajam com conforto e com espaço de sobra. A suspensão é macia e absorve com bastante competência as imperfeições das ruas. Para completar, os ruídos externos são suavizados pelo bom isolamento acústico do sedã.
Habitabilidade - É possível se posicionar com facilidade no interior do Cobalt. Os vãos de acesso são amplos e facilitam a entrada e saída do carro. Lá dentro, a oferta de porta-objetos é ligeiramente limitada - o mais útil fica à frente do câmbio, onde também estão as entradas auxiliares do rádio. O porta-malas é grande, com generosos 563 litros para bagagem.

Interatividade - O Cobalt é um carro simples de ser usado. A posição de dirigir é "altinha" e permite melhor visão do trânsito. Os comandos vitais são bem posicionados e o volante traz comandos do rádio. Os pedais são macios e acompanham a proposta do sedã de oferecer conforto. A transmissão traz engates precisos. O sistema de som, apesar de ter um aspecto um tanto simplório, é bem completo.

Acabamento - O interior do Cobalt é simples, mas feito com cuidado. Todo o painel é feito de plástico rígido, mas traz encaixes precisos e aparenta esmero na montagem.

Design - Talvez a principal desvantagem do sedã. A dianteira do Cobalt causa estranhamento, com os faróis muito grandes e a grade bipartida. De lado, a linha de cintura reta mostra pouca modernidade no design. A traseira é mais inspirada, com dois vincos em formato de cruz e as lanternas verticais.

Custo/beneficio - Se o Cobalt 1.4 já não era um carro propriamente barato, o 1.8 piora ainda mais a relação custo/benefício do sedã. O modelo parte de R$ 44.390 e atinge R$ 48.090 na versão topo, a testada LTZ. São valores superiores aos cobrados pela Fiat no Grand Siena e pela Nissan no Versa, ambos com motor 1.6 16V e pacote de equipamentos semelhante. Os dois principais concorrentes ainda têm visual mais inspirado e desempenho superior ao Cobalt. Entretanto, ficam devendo no quesito conforto em relação ao Chevrolet.

Publicado no Cruzeiro do Sul em 02/05/2013.

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08/05/2013, 17:43
Resposta: #2
RE: [reportagem] Versão 1.8 não consegue amplcar vendas do Cobalt
O Grand Siena é um belo carro, mas pelo menos no test drive que realizei não senti tanta diferença de desempenho com relação ao Cobalt, que ganha no conforto e espaço. Com relação as marcas não tradicionais (Nissan, Renault etc), são bons carros, o problema é na hora de revender, já tive muitos problemas.
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08/05/2013, 20:15
Resposta: #3
RE: [reportagem] Versão 1.8 não consegue amplcar vendas do Cobalt
Em sjcampos o problema da nissan, renault é a css e a falta de peças em caso de um sinistro ou defeito, mais pra nissan ate deu na 4 rodas uma materia sobre isso aqui em sjcampos.
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01/07/2014, 11:04
Resposta: #4
RE: [reportagem] Versão 1.8 não consegue amplcar vendas do Cobalt
só que no comparativo aí, não falaram que o cobalt ltz tem versão automatica que o cambio do grandsiena é automatizado, e que o versa top nao tem opçao de cambio automatico, falam o que querem, por isso nao confio.
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